China aumenta pressão sobre a indústria europeia com crescimento das exportações

O défice comercial da União Europeia com a China continua a aumentar, refletindo um desequilíbrio estrutural da economia chinesa. Segundo analistas, Pequim mantém uma forte política de apoio à produção industrial e às empresas, enquanto o consumo interno cresce a um ritmo mais lento.

De acordo com o instituto de investigação MERICS, os subsídios estatais às empresas chinesas representam cerca de 4,5% do PIB do país. Esta estratégia tem gerado excesso de capacidade produtiva, levando muitas empresas a direcionar os seus produtos para os mercados internacionais, incluindo a Europa.

Como resultado, o défice comercial da União Europeia com a China atingiu 98 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2026. Além disso, empresas europeias enfrentam uma concorrência crescente de produtos chineses de elevado valor acrescentado vendidos a preços muito competitivos.

Embora Bruxelas tenha reforçado os instrumentos de defesa comercial, incluindo investigações antidumping e outras medidas de proteção, especialistas consideram que estas ações ainda não foram suficientes para alterar significativamente as práticas comerciais chinesas.

O MERICS alerta que, sem uma adaptação das políticas europeias ao atual contexto económico e comercial, a competitividade da indústria europeia poderá enfrentar desafios cada vez maiores nos próximos anos.

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