A China aprovou pela primeira vez a importação de farinhas de aves e suínos do Brasil, num passo considerado estratégico para reforçar a relação comercial entre os dois países no setor agroalimentar. A decisão foi anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) após auditorias sanitárias e negociações diplomáticas que resultaram na definição de protocolos rigorosos para a produção e exportação destes subprodutos.
As farinhas, obtidas do processamento de resíduos da indústria frigorífica e amplamente utilizadas na fabricação de rações, passam a integrar o portefólio de exportações do Brasil, permitindo não só reduzir desperdícios, mas também acrescentar valor às cadeias produtivas já consolidadas.
A China, que já é o maior destino do agronegócio brasileiro, comprou em 2023 mais de um terço das exportações do setor, sobretudo soja, carne bovina, frango e celulose.
A entrada das farinhas de proteína animal abre, assim, novas perspetivas para o comércio bilateral, fortalecendo a confiança sanitária e criando oportunidades para a expansão de plantas habilitadas nos próximos meses.
Segundo o ministro Carlos Fávaro, o reconhecimento chinês ao sistema de inspeção brasileiro demonstra a credibilidade do país como fornecedor global de alimentos.
A expectativa é que a habilitação sirva de porta de entrada para futuras negociações e diversifique ainda mais a presença do Brasil no exigente mercado asiático.