Os ciberataques atribuídos à China contra Taiwan atingiram, em 2025, uma média diária de 2,63 milhões, um aumento de 6% face ao ano anterior, segundo o National Security Bureau (NSB) da ilha. Hospitais, bancos, serviços de emergência e infraestruturas energéticas estiveram entre os principais alvos.
De acordo com o relatório, citado pela Reuters, a atividade cibernética mais do que duplicou desde 2023, ano em que as autoridades taiwanesas começaram a divulgar dados regulares.
O NSB considera que os ataques visam comprometer infraestruturas críticas e perturbar o funcionamento normal da sociedade e do Estado.
As autoridades referem ainda que os ataques digitais têm sido sincronizados com ações militares e momentos politicamente sensíveis, como exercícios do Exército chinês junto à ilha ou eventos diplomáticos envolvendo líderes taiwaneses.
Entre as técnicas utilizadas contam-se ataques de negação de serviço, intrusões em redes de telecomunicações e tentativas de roubo de dados e tecnologia, incluindo em centros ligados à indústria dos semicondutores.
Taiwan denuncia esta estratégia como parte de uma “guerra híbrida”, através da qual Pequim procura pressionar a ilha política, económica e tecnologicamente, sem recorrer a um conflito militar direto.