A China terá desperdiçado cerca de 360 TWh de eletricidade renovável nos primeiros seis meses de 2026, devido às limitações da rede elétrica para absorver a crescente produção solar e eólica.
O volume corresponde a quase sete vezes o consumo anual de eletricidade de Portugal, que em 2025 atingiu 53,1 TWh.
O desperdício, conhecido como curtailment, ocorre quando a rede não consegue transportar ou armazenar toda a energia produzida, ou quando a procura é insuficiente.
A rápida expansão das energias renováveis na China tem ultrapassado o desenvolvimento das redes de transporte e dos sistemas de armazenamento. A maior parte da produção concentra-se no norte e oeste do país, enquanto os principais centros urbanos e industriais estão no leste.
O caso chinês evidencia um dos grandes desafios da transição energética: não basta produzir energia limpa, é também necessário ter infraestruturas capazes de a transportar, armazenar e utilizar.