Apesar do forte crescimento da energia solar e eólica em 2025, a China colocou em funcionamento mais de 50 grandes centrais a carvão, muito acima da média anual da década anterior, segundo relatório do Centre for Research on Energy and Clean Air e da Global Energy Monitor. A capacidade a carvão adicionada à rede foi de 78 gigawatts, enquanto a solar e eólica cresceram 315 e 119 gigawatts, respetivamente.
O aumento da capacidade a carvão deve-se à necessidade de garantir eletricidade para a indústria, população crescente e setores estratégicos como a inteligência artificial, além de fornecer uma reserva estável para fontes renováveis intermitentes. Falhas de abastecimento em 2021-22 levaram a uma onda de autorizações para novas centrais, cuja construção começou em 2022-23 e continua.
Especialistas alertam que o excesso de capacidade a carvão pode atrasar a transição energética, destacando a importância de fechar centrais antigas e ineficientes. A China deverá definir, no próximo plano quinquenal, medidas para limitar o aumento das emissões do setor elétrico entre 2025 e 2030.