A China anunciou que está disponível para ajudar Cuba a enfrentar a grave escassez de combustível que tem afetado transportes, serviços públicos e o turismo na ilha. A posição foi expressa pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, que reiterou o apoio de Pequim à soberania cubana e criticou interferências externas.
Segundo o responsável, a assistência será prestada “na medida das capacidades” da China, sem especificar que tipo de apoio poderá ser concedido. A crise intensificou-se com a falta de querosene de aviação, levando ao cancelamento de voos internacionais e agravando o impacto económico. As autoridades cubanas admitem que a escassez poderá prolongar-se por várias semanas.
Pequim assegurou ainda que não há cidadãos chineses retidos em Cuba devido à suspensão de ligações aéreas. O anúncio surge num contexto de tensões geopolíticas mais amplas, com países como México e Rússia a demonstrarem também disponibilidade para apoiar Havana.
Especialistas consideram que, apesar da ausência de medidas concretas anunciadas até ao momento, a declaração reforça a cooperação histórica entre China e Cuba, particularmente nas áreas da energia e das infraestruturas.