A China sinalizou estar disposta a investir cerca de um bilião de dólares (935 mil milhões de euros) nos Estados Unidos em troca de reduções nas restrições comerciais, incluindo o levantamento de limitações à venda de microchips e tecnologias avançadas, impostas por motivos de segurança nacional.
De acordo com a Bloomberg, a equipa de negociação do presidente Xi Jinping também busca reduzir tarifas sobre insumos chineses destinados a fábricas do país instaladas em solo americano.
As propostas terão sido discutidas em Madrid, no mês passado, durante uma reunião entre delegações das duas potências, que também abordaram o acordo-quadro para a venda das operações da TikTok a um consórcio norte-americano.
Pequim estaria ainda a tentar influenciar a postura da Casa Branca sobre Taiwan, tema sensível nas relações bilaterais. O governo chinês considera a ilha parte do seu território e não descarta o uso da força para alcançar a reunificação.
O montante oferecido pela China supera amplamente os investimentos anunciados pela União Europeia (600 mil milhões de euros) e pelo Japão (550 mil milhões de dólares), reforçando a tentativa de Pequim reposicionar-se como parceiro estratégico essencial numa altura de tensões comerciais e geopolíticas crescentes com Washington.