A China terminou 2025 com um superávit comercial de cerca de 1,2 biliões de dólares (cerca de 1,158 biliões de euros), superando as previsões dos economistas, anunciou o governo esta quarta-feira. As exportações subiram 5,5% no ano, para 3,77 biliões de dólares (cerca de 3,634 biliões de euros), enquanto as importações se mantiveram estáveis em 2,58 biliões de dólares (cerca de 2,492 biliões de euros).
O desempenho foi impulsionado sobretudo pelos ganhos comerciais em dezembro, com as exportações a crescerem 6,6% face ao ano anterior, acima das expectativas, e as importações a aumentarem 5,7%. Apesar das tensões comerciais com os Estados Unidos, as vendas para outros mercados, como América do Sul, Sudeste Asiático, África e Europa, compensaram a redução nas exportações para Washington.
Setores tecnológicos, como chips e materiais para eletrónica, tiveram forte procura internacional, ajudando a sustentar o crescimento económico da China próximo da meta anual de 5%. O vice-ministro da Administração Aduaneira, Wang Jun, alertou para um ambiente externo “severo e complexo” em 2026, mas manteve otimismo, afirmando que os fundamentos do comércio externo continuam sólidos.
Recentes negociações com a UE indicam avanços no comércio de veículos elétricos, permitindo a produtores chineses propor preços mínimos para competir de forma mais equilibrada com fabricantes europeus, aliviando parte das tarifas impostas desde outubro de 2024.
A China mantém-se como o segundo maior parceiro comercial da UE em mercadorias, atrás apenas dos Estados Unidos.