A China manifestou uma forte oposição à ameaça dos EUA sobre a imposição de uma tarifa adicional de 10% em produtos chineses, alegando a questão do fentanil como justificação.
Pequim avisou que tomará medidas para defender os seus interesses, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lin Jian.
O porta-voz, Lin Jian, destacou que não há vencedores em guerras comerciais e tarifárias, ressaltando que o aumento unilateral de tarifas pelos EUA viola as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), prejudicando ambos os países e o comércio global.
Lin sublinhou que o problema do fentanil é uma questão interna dos EUA e que a China já apoiou Washington nessa questão, por razões humanitárias.
Frisou, ainda, que em 2019, a pedido dos EUA, a China classificou oficialmente as substâncias relacionadas ao fentanil como controladas, sendo o primeiro país do mundo a adotar essa medida.
Referiu, também, que China possui uma das políticas mais rigorosas de combate às drogas e já manteve uma ampla cooperação com os EUA nessa área.
As novas tarifas foram consideradas como uma forma de chantagem e, Lin Jian, salientou que estas medidas irão dificultar a cooperação entre os dois países no combate ao tráfico de droga.
Em resposta às acusações do secretário de Estado Marco Rubio, Lin afirmou que a sua posição reflete uma mentalidade da Guerra Fria e que prejudica a China.
Apelou ainda a Washington para que abandone as ameaças e retome o diálogo, com base no respeito mútuo.