A competição entre Estados Unidos e China pela liderança em inteligência artificial (IA) permanece intensa em 2026, envolvendo tecnologia, chips, aplicações industriais e modelos de IA, mas com estratégias distintas.
Nos EUA, a liderança vem do setor privado robusto e de investimentos em pesquisa avançada. Empresas como Google, Meta, Microsoft e OpenAI dominam em infraestrutura de computação e desenvolvimento de modelos de ponta, apoiadas por capital de risco e universidades. A disponibilidade de chips de alto desempenho é um fator chave para manter essa vantagem.
A China, por sua vez, foca em aplicações práticas da IA em indústria, serviços e governança, aproveitando seu vasto mercado interno e políticas estatais de fomento ao setor. Startups como DeepSeek e gigantes como Alibaba têm avançado em modelos de linguagem de grande escala e infraestrutura de IA. A iniciativa nacional “AI Plus” prevê integração da IA em produção, saúde e administração pública até 2035.
Embora restrições de exportação de semicondutores dos EUA tenham limitado temporariamente o acesso chinês a chips avançados, ajustes recentes permitiram importações selecionadas para pesquisa e desenvolvimento.
Apesar da rivalidade, há colaboração acadêmica entre EUA e China, com publicações conjuntas em conferências, e esforços multilaterais para segurança de cadeias tecnológicas e padrões regulatórios, como a iniciativa Pax Silica.
Em 2026, a corrida pela IA combina competição estratégica e inovação tecnológica, com os EUA mantendo vantagem em base e capacidade de computação e a China avançando em adoção industrial, moldando o cenário tecnológico, econômico e geopolítico global.