Hong Kong avisa que relação com o Japão deve respeitar “a dignidade” da China

O chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, afirmou que os laços com o Japão devem respeitar “a dignidade da nação”, mas evitou confirmar se o território ordenou o corte imediato das relações oficiais com o consulado-geral japonês, como avançou a imprensa nipónica.

A tensão aumentou após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que sugeriu que Tóquio poderia usar a força caso a China tentasse ocupar Taiwan. Pequim classificou a posição como “interferência intolerável”, e John Lee disse que estas palavras “feriram profundamente os sentimentos do povo chinês”, prejudicando o ambiente de intercâmbios sino-nipónicos.

Embora sem confirmar diretamente o corte, Hong Kong já retirou 18 estudantes e professores do programa de intercâmbio JENESYS e cancelou uma reunião económica de alto nível prevista para dezembro. Um fórum empresarial ligado à Invest Hong Kong também foi suspenso, depois de as autoridades proibirem a presença de diplomatas japoneses.

As medidas seguem a orientação de Pequim, que desaconselhou viagens ao Japão devido ao alegado agravamento da segurança. Desde então, companhias aéreas chinesas, de Hong Kong e de Macau têm permitido reembolsos e alterações gratuitas em voos para o Japão, e as agências de viagens registam quebras de 20% a 30% na procura por destinos japoneses.

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