Japão: Secretário-Geral da ONU destaca Japão como “pilar do multilateralismo” na Conferência de Tóquio

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, classificou o Japão como um “pilar do multilateralismo” e um exemplo de cooperação internacional, numa mensagem em vídeo enviada à Conferência de Tóquio, que decorreu esta terça-feira.

A intervenção de Guterres sublinhou a importância do evento no contexto do 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial e da criação da ONU.

Para o líder da organização, este marco histórico é uma oportunidade para reafirmar princípios fundamentais como a paz através do diálogo, o respeito pelos direitos humanos e pelo direito internacional, e a promoção do progresso social e do desenvolvimento sustentável.

Num mundo confrontado com múltiplos desafios — desde conflitos em escalada à crise climática, passando pelas desigualdades crescentes e pela regulação da inteligência artificial (IA) —, o Secretário-Geral sublinhou a necessidade de reforçar a cooperação internacional.

Recordou ainda a recente adoção do Pacto para o Futuro pelas Nações Unidas, em setembro, que propõe mudanças estruturais no Conselho de Segurança e no sistema financeiro global, garantindo que países de todas as dimensões possam influenciar o rumo das decisões internacionais.

O pacto também prevê medidas para reforçar a prevenção de conflitos, a mediação e a construção da paz, além de intensificar a coordenação com organizações regionais.
Entre as inovações apresentadas, destacam-se novas estratégias para eliminar armas químicas e biológicas, o primeiro acordo global para regulamentar a IA e um compromisso multilateral com o desarmamento nuclear — o primeiro em mais de uma década.

No ano em que se assinala o 80.º aniversário dos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, Guterres prestou homenagem às vítimas e reiterou o compromisso da ONU com um mundo livre de armas nucleares.

O Secretário-Geral concluiu a sua mensagem apelando ao fortalecimento da confiança, solidariedade e cooperação entre as nações, destacando a Conferência de Tóquio como um espaço crucial para impulsionar o multilateralismo e promover soluções globais para os desafios do século XXI.

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