O gigante chinês da fast-fashion Shein inaugurou lojas físicas em Limoges, Angers, Dijon, Grenoble e Reims, depois de estrear em Paris. As novas lojas estão localizadas nos armazéns BHV (antigas Galeries Lafayette), numa estratégia do grupo SGM de desenvolver “oferta local adaptada ao território” e aproximar-se de clientes fora dos grandes centros urbanos.
A abertura das lojas regionais foi adiada por vários meses devido a polémicas envolvendo a marca, incluindo acusações de concorrência desleal, práticas ambientais questionáveis e venda de produtos ilegais, como bonecas sexuais com aparência infantil. Em Paris, a primeira loja física atraiu grande público, mas também manifestantes e críticas de retalhistas, que encerraram lojas em protesto.
Frédéric Merlin, presidente da SGM, afirmou que cerca de 95% dos clientes franceses da Shein vivem fora de Paris, Lyon e Marselha, justificando a expansão regional. No entanto, processos legais em França e da Comissão Europeia acompanham a marca, incluindo investigação sobre serviços digitais, transparência em recomendações e comercialização de produtos sensíveis.
A estratégia da Shein combina adaptação local, presença física e tentativa de normalizar a marca após escândalos que marcaram o seu lançamento físico em Paris.