O Diretor da Polícia de Investigação do Chile (PDI) Sergio Muñoz prestou informações sobre o caso que está a decorrer contra o seu antecessor Héctor Espinosa, acusado de fraude fiscal e lavagem de dinheiro. A fuga de informação desencadeou a demissão de Sérgio Muñoz.
A renúncia de Muñoz foi o culminar de um dia tempestuoso para a administração Boric, que se viu sob o escrutínio de jornalistas credenciados no Palácio La Moneda.
“Respeitamos a atuação do Ministério Público Nacional, que é um poder autónomo” foi o que a Ministra do Interior, Carolina Tohá, repetiu várias vezes, no decorrer da homenagem ao seu pai, José Tohá, falecido depois de ser torturado por soldados em 1974.
O Inspetor-chefe, Claúdio González, foi nomeado Diretor-Geral interino da PDI, enquanto se aguarda pela nomeação definitiva do presidente Gabriel Boric Font.
Com a demissão de Muñoz, que deverá enfrentar a justiça, há ainda dois altos funcionários da polícia interrogados e que devem também responder em tribunal. No mês de maio, o Diretor-Geral dos Carabineros, Ricardo Yánez, deverá responder às acusações de violação dos direitos humanos na crise social de 2019.