O espaço está rapidamente a emergir como o novo teatro de confronto entre grandes potências, à medida que satélites e tecnologias espaciais se tornam alvos estratégicos. Recentes incidentes, como o desvio de um satélite ucraniano por hackers pró-Rússia durante o desfile do Dia da Vitória, ilustram como a guerra moderna se estende para além da Terra, abrangendo o ciberespaço e a órbita terrestre.
Mais de 12.000 satélites ativos desempenham funções vitais em comunicações, navegação, operações militares e cadeias de abastecimento, tornando-se vulneráveis a ataques informáticos ou físicos.
As autoridades norte-americanas alertam para o desenvolvimento de armas espaciais nucleares pela Rússia, capazes de inutilizar satélites na órbita baixa da Terra, com potenciais efeitos devastadores na economia e segurança global.
Paralelamente, a corrida à exploração lunar e a outros corpos celestes intensifica-se.
Os minerais raros e o hélio 3, valioso para a fusão nuclear, fazem da Lua um objetivo estratégico para EUA, China e Rússia.
As missões planeadas para a Lua e Marte, aliadas à inteligência artificial, aceleram a competição tecnológica e energética, enquanto a militarização do espaço se torna uma preocupação crescente.
Vários especialistas alertam que o controlo do espaço poderá definir quais os países que emergirão como superpotências nas próximas décadas, tornando a última fronteira um palco crítico de geopolítica, economia e segurança global.