Super-ricos concentram emissões globais e agravam crise climática, aponta relatório

Um novo relatório do Greenpeace revela que o grupo dos 1% mais ricos do mundo tem um impacto climático desproporcional, sendo responsável por cerca de 41% das emissões associadas à propriedade de ativos.

Segundo o estudo, estas emissões estão ligadas principalmente a investimentos e participações em empresas altamente poluentes, para além do consumo individual intensivo em carbono. Em contraste, o mesmo grupo representa cerca de 16,5% das emissões baseadas apenas no consumo direto.

A organização ambiental alerta que a crise climática está também relacionada com a concentração extrema de riqueza, defendendo que os super-ricos têm uma responsabilidade significativa no aumento das emissões globais.

O relatório estima ainda que, em 2022, os danos climáticos associados aos investimentos dos 0,01% mais ricos atingiram quase 1 bilião de dólares, enquanto o impacto do seu consumo ultrapassou os 400 mil milhões.

Outros estudos citados reforçam a mesma tendência, indicando que os segmentos mais ricos da população mundial contribuem de forma desproporcional para o aquecimento global e que seriam necessários cortes muito significativos nas suas emissões para cumprir as metas do Acordo de Paris.

O Greenpeace defende que a tributação das emissões associadas aos ativos dos mais ricos poderia ajudar a financiar a transição climática nos países em desenvolvimento.

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