A Autoridade Federal de Supervisão Financeira da Alemanha (BaFin) está a recorrer à Inteligência Artificial (IA) para detetar irregularidades e padrões suspeitos nas negociações dos mercados financeiros, numa estratégia para apertar o cerco a práticas abusivas. A tecnologia permite uma análise mais precisa e rápida dos dados, aumentando significativamente as hipóteses de identificar infratores.
“O sistema está a tornar-se cada vez mais eficaz. As probabilidades de ser apanhado em práticas abusivas nunca foram tão altas”, afirmou Mark Branson, presidente da BaFin, durante uma conferência, sublinhando que a Alemanha aplica penalizações severas a quem infringe as regras do mercado.
Esta aposta tecnológica surge após o escândalo financeiro da Wirecard, que abalou a credibilidade do sistema de supervisão alemão.
A empresa, outrora avaliada em 28 mil milhões de dólares, colapsou em 2020 devido a uma fraude contabilística de grande escala que escapou ao controlo da BaFin, levando a uma reestruturação interna do regulador.
Com a introdução da IA, a BaFin pretende reforçar a sua reputação e tornar-se mais eficaz na prevenção e deteção de crimes financeiros. Este avanço tecnológico representa uma viragem estratégica para garantir maior transparência e integridade no setor financeiro alemão.