O Ministério Público Federal da Alemanha assumiu a investigação ao ataque incendiário que atingiu a rede elétrica de Berlim, estando o caso a ser tratado como suspeita de terrorismo. Os autores do ataque, ainda não identificados, são associados a grupos da extrema-esquerda com perfil anarquista.
Segundo a imprensa alemã, os suspeitos poderão ter ligação a uma organização considerada terrorista, sendo investigados por sabotagem anticonstitucional e perturbação de serviços públicos.
A responsabilidade pelo ataque foi reivindicada, através de uma carta, por um grupo anarquista conhecido como “grupo vulcão”, que alegou motivações ambientais e de oposição à indústria dos combustíveis fósseis.
O incêndio ocorreu na madrugada de 3 de janeiro, numa ponte de cabos sobre o canal de Teltow, no sudoeste da capital, destruindo linhas centrais de abastecimento elétrico. O incidente provocou um apagão que afetou inicialmente mais de 45 mil famílias, bem como serviços de apoio a idosos e pessoas doentes.
Apesar dos esforços de reparação, entre 25 mil e 38 mil agregados familiares continuam sem eletricidade em zonas como Nikolassee, Zehlendorf, Wannsee e Lichterfelde. O operador da rede prevê que o fornecimento só seja totalmente restabelecido nos próximos dias.
As autoridades de segurança acompanham há vários anos a atividade dos chamados “grupos vulcânicos”, ligados ao espetro militante anarquista. Até ao momento, nenhum dos ataques anteriormente reivindicados por estes grupos foi esclarecido.