Alemanha e França decidiram abandonar o desenvolvimento conjunto de um novo caça europeu, no âmbito do programa Future Combat Air System (FCAS), devido a divergências entre as empresas responsáveis pelo projeto.
Lançado em 2017 como símbolo da cooperação europeia em defesa, o programa envolvia a Airbus, em representação da Alemanha e Espanha, e a Dassault Aviation, pela França, e pretendia substituir aeronaves como o Rafale e o Eurofighter.
O projeto, avaliado em cerca de 100 mil milhões de euros (cerca de 106 mil milhões de euros), acabou por ser travado por desacordos prolongados sobre a partilha de tecnologia, controlo industrial e especificações técnicas.
Segundo fontes oficiais, os governos concluíram que não havia condições para ultrapassar o bloqueio entre as empresas, apesar de meses de negociações.
Apesar do fim do núcleo do projeto, algumas componentes poderão ser mantidas, incluindo sistemas de integração e tecnologia associada a drones e redes de combate.
A decisão surge num contexto de crescente instabilidade geopolítica, marcada pela guerra na Ucrânia e por dúvidas sobre o compromisso dos Estados Unidos com a segurança europeia.
O FCAS era visto como um dos principais testes à capacidade da Europa de desenvolver uma indústria de defesa integrada e autónoma, pelo que o seu abandono parcial representa um revés significativo para essa ambição.