O chanceler alemão, Friedrich Merz, reafirmou o apoio ao pacote de reformas das pensões, contrariando a Juventude da CDU/CSU, que rejeita o projeto. No congresso anual da organização, Merz declarou que votará “com consciência tranquila” a favor da proposta, defendendo que é apenas o início de uma reforma mais ampla do Estado social.
A posição do chanceler desiludiu a Junge Union, que acusa o governo de ultrapassar o que estava previsto no acordo de coligação. O pacote, elaborado pela ministra do Trabalho, Barbel Bas (SPD), prevê custos adicionais de cerca de 120 mil milhões de euros entre 2032 e 2040 — valor que os jovens conservadores consideram insustentável.
A tensão ficou evidente no encontro: Merz foi recebido com silêncio após o discurso, enquanto as intervenções críticas dos jovens deputados foram aplaudidas de pé. O presidente da Juventude da CDU/CSU recordou que o chanceler chegou ao poder com o apoio do grupo e exigiu reciprocidade.
A contestação interna fragiliza a maioria necessária para aprovar o pacote, abrindo a porta a uma potencial crise governamental. Merz afastou qualquer alinhamento com a extrema-direita da AfD e defendeu uma Europa forte, mas não conseguiu travar o crescente conflito no seu próprio campo político.