O verão de 2026 terá sido o mais mortal de sempre na Europa devido ao calor, com mais de 50 mil mortes estimadas em zonas urbanas. Um estudo atribui cerca de 65% destes óbitos, aproximadamente 32 mil, às alterações climáticas provocadas pela atividade humana.
Entre junho e agosto, várias ondas de calor elevaram as temperaturas muito acima da média. Quase um terço das mortes terá ocorrido entre 17 de junho e 1 de julho. Os investigadores sublinham que os números são estimativas, uma vez que vários países ainda não divulgaram dados definitivos.
A Itália lidera com 13 303 mortes adicionais, seguida de França, com 7 268, e Espanha, com 6 824. Alemanha e Reino Unido registaram, respetivamente, estimativas de 6 340 e 4 354 vítimas. As pessoas com 85 ou mais anos representaram cerca de metade dos óbitos calculados.
Os especialistas defendem mais espaços verdes, edifícios adaptados ao calor, locais de abrigo e alertas eficazes para proteger os mais vulneráveis. A redução das emissões de gases com efeito de estufa é apontada como essencial para limitar o agravamento do problema.