O Comité Económico e Social Europeu dedicou a sua sessão plenária de março à urgência de proteger a saúde emocional de crianças e jovens na Europa.
Num debate de três partes, que reuniu representantes da União Europeia especialmente entre grupos vulneráveis, como crianças migrantes, jovens LGBTQI+ e residentes em zonas rurais ou de baixo rendimento. O Presidente do CESE, Séamus Boland, sublinhou a necessidade de desestigmatizar a saúde mental e reforçar o papel das comunidades, famílias e organizações civis.
Entre as propostas apresentadas estiveram a melhoria do acesso a serviços de saúde mental centrados na pessoa, regulamentação de ambientes digitais mais seguros e a inclusão da educação emocional nas escolas. Especialistas da OMS e do UNICEF defenderam a identificação precoce de problemas e o reforço do apoio psicológico em contextos educativos e comunitários.
O CESE reforça que a proteção da saúde emocional dos jovens deve ser uma prioridade política, defendendo uma abordagem intersetorial que envolva educação, políticas sociais, regulamentação digital e mercados de trabalho, garantindo que os jovens europeus cresçam em ambientes seguros, acolhedores e resilientes.