Os líderes da União Europeia, reunidos ontem em Copenhaga, manifestaram “amplo apoio” ao projeto de um muro europeu de drones, concebido para reforçar a defesa aérea do continente face às incursões russas.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, explicou que os chefes de governo apoiaram os projetos prioritários apresentados pela Comissão Europeia, incluindo o escudo antidrone, a vigilância do flanco oriental, um sistema de defesa aérea e um escudo espacial. Deverá ainda ser publicado, dentro de duas semanas, um roteiro detalhado, antes da cimeira formal do final de outubro.
A anfitriã, a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, defendeu a criação de um “ecossistema europeu de drones”, inspirado na experiência da Ucrânia, capaz de detetar e neutralizar ameaças em tempo real.
Ursula von der Leyen sublinhou que as violações do espaço aéreo europeu são parte de uma “guerra híbrida” e exigem resposta rápida e coordenada.
Paralelamente, os líderes discutiram o plano da Comissão para conceder à Ucrânia um empréstimo de 140 mil milhões de euros com base nos lucros dos ativos russos congelados na UE.
Apesar do apoio generalizado, a Bélgica levantou reservas jurídicas e técnicas, receando que os riscos recaiam sobre Bruxelas, onde está sediado o Euroclear. Von der Leyen assegurou que “a Bélgica não ficará sozinha” e que os riscos serão partilhados.
O projeto europeu de defesa aérea e o financiamento de Kiev deverão ser novamente debatidos no final do mês, com vista a decisões políticas concretas.