Arrancou esta segunda-feira, em Sevilha, a 4.ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, reunindo cerca de 70 chefes de Estado e governo. O encontro, promovido pelas Nações Unidas, visa discutir soluções para colmatar o défice anual de 4 biliões de dólares necessário para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou a “reformas ambiciosas” e à revisão da arquitetura financeira global, que classificou como “anacrónica e injusta”.
A conferência destaca ainda o papel vital da ajuda ao desenvolvimento, do investimento em educação, saúde, água e saneamento, e da redução da dívida pública que sufoca economias em desenvolvimento.
A declaração final, intitulada “Compromisso de Sevilha”, propõe um conjunto de reformas estruturais para desbloquear o financiamento necessário.
Os Estados Unidos optaram por não participar, alegando preocupações com a soberania fiscal.
Segundo a ONU, sem ações concretas, mais de 600 milhões de pessoas poderão cair na pobreza extrema até 2030, e os ODS só seriam alcançados em 2050.