Apesar de partilharem a mesma moeda e a mesma política monetária, os países da zona euro continuam a apresentar diferenças consideráveis nas taxas de juro dos novos créditos à habitação.
Dados do Banco Central Europeu relativos a abril de 2026 mostram que Malta regista a taxa média mais baixa, com 2,08%, seguida da Bulgária, Espanha e Portugal. Em contraste, os países bálticos apresentam os custos mais elevados, liderados pela Letónia (4,18%), Estónia (4,05%) e Lituânia (3,88%).
Estas diferenças têm impacto direto no orçamento das famílias. Num empréstimo de 200 mil euros a 20 anos, um mutuário na Letónia pode pagar mais de 200 euros por mês do que um cliente em Malta, acumulando dezenas de milhares de euros adicionais em juros ao longo do contrato.
Entre os fatores que explicam estas disparidades estão a predominância de empréstimos a taxa variável em alguns países, o grau de concorrência entre bancos e as diferentes fontes de financiamento utilizadas pelas instituições financeiras.
Os dados evidenciam que, apesar da união monetária, o mercado do crédito à habitação continua fortemente condicionado pelas características dos sistemas financeiros nacionais.