Uma escultura de sereia instalada em Dragor, nos arredores de Copenhaga, será removida por decisão da Agência Dinamarquesa dos Palácios e da Cultura, que considera que a peça não se enquadra no património histórico do local.
A obra, feita em granito e com 14 toneladas, tem sido alvo de críticas por apresentar formas femininas exageradas, especialmente os seios, o que levou alguns comentadores a classificá-la como “pornográfica” e “pouco poética”.
O responsável pela encomenda, Peter Bech, rejeita as críticas, afirmando que a sereia é uma figura de proporções naturais e tem contribuído para atrair visitantes.
O político local Paw Karslund defende também a permanência da estátua e propõe a sua reinstalação num parque próximo.
A escultura já tinha sido transferida anteriormente da zona da Pequena Sereia de Copenhaga, após reações negativas da comunidade. Esta nova controvérsia reacende o debate sobre os limites da arte em espaços públicos.