O governo dinamarquês reforçou a necessidade de respeito pela integridade territorial do Reino da Dinamarca, na sequência da nomeação pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jeff Landry, governador do Louisiana, como enviado especial para a Gronelândia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Lars Løkke Rasmussen, afirmou que, embora a nomeação reflita o interesse norte-americano na ilha, nenhum país, incluindo os EUA, pode anexar território dinamarquês. A primeira-ministra Mette Frederiksen e o chefe do governo da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, reiteraram que a Gronelândia pertence aos gronelandeses e que qualquer cooperação internacional deve respeitar a sua autonomia e valores.
Trump justificou a nomeação afirmando que Landry compreende a importância estratégica da Gronelândia para a segurança nacional dos EUA, chegando a sugerir, em declarações anteriores, que a ilha poderia ser adquirida pelos norte-americanos.
A Gronelândia, com cerca de 57.000 habitantes, integra o Reino da Dinamarca há mais de 600 anos e desfruta de autonomia significativa desde 1979, sendo responsável pela maioria das políticas internas, enquanto a Dinamarca mantém a defesa e a política externa.
O caso reacendeu o debate sobre soberania e influência internacional, destacando a importância de respeitar princípios consagrados no direito internacional mesmo entre aliados da NATO.