Espanha assume liderança no ranking europeu dos direitos LGBTQ+, enquanto ativistas alertam para retrocessos

A ILGA Europe divulgou o “Mapa do Arco-Íris 2026”, um ranking que avalia as leis e políticas de 49 países da Europa e Ásia Central em relação aos direitos LGBTQ+. Pela primeira vez em uma década, Malta perdeu a liderança para a Espanha.

A subida da Espanha é atribuída a várias reformas legislativas promovidas pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez, incluindo medidas de igualdade, proteção legal reforçada e políticas de reconhecimento das identidades trans. O país passou assim a ocupar o primeiro lugar, seguido por Malta, Islândia, Bélgica e Dinamarca.

Apesar do avanço espanhol, o relatório alerta para um contexto europeu mais amplo de estagnação ou retrocesso em alguns países. Na parte inferior do ranking encontram-se Estados como Rússia, Turquia e Azerbaijão, onde persistem fortes restrições legais e sociais às pessoas LGBTQ+. A Roménia surge como o país da União Europeia com pior classificação.

Ativistas destacam ainda que, embora o ranking avalie sobretudo legislação, a realidade no terreno pode ser diferente. Mesmo em países bem classificados, como a Espanha, têm sido registados aumentos de agressões e discursos de ódio. Organizações alertam também para o crescimento de partidos políticos conservadores e de extrema-direita, que poderão influenciar futuras reversões de políticas de igualdade em vários países europeus.

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