O presidente da Comunidade Valenciana, Carlos Mazón, apresentou esta segunda-feira a sua demissão, um ano após a tragédia provocada pela DANA, alegando estar “exausto” e reconhecendo erros na resposta à catástrofe que causou 229 mortos na região.
A decisão foi anunciada no Palácio da Generalitat, dias depois de Mazón ter sido vaiado durante o funeral de Estado em homenagem às vítimas. “Talvez a minha saída permita que esta tragédia seja abordada com a objetividade que exige. Não aguento mais”, afirmou, acrescentando que “cometeu erros” e que viverá com eles “toda a vida”.
O dirigente, do Partido Popular, atribuiu parte da gravidade da tragédia à ausência de apoio do governo central, que acusou de ter ignorado os pedidos de ajuda. Afirmou ainda ter recebido o apoio do rei Felipe VI e defendeu que as chuvas foram “um tsunami inimaginável”.
Mazón é investigado pela justiça devido a alegadas omissões durante as horas críticas da catástrofe, quando, segundo a imprensa espanhola, estaria num almoço privado. A sua presença no funeral de Estado foi recebida com protestos, com familiares das vítimas a acusá-lo de “cobardia” e “negligência”.