Os supermercados europeus têm um papel crucial na redução do impacto climático do sistema alimentar, mas a maioria ainda faz pouco para cortar emissões, conclui um novo estudo da organização Questionmark, em parceria com a WWF e outras entidades.
A alimentação e a agricultura são responsáveis por cerca de um terço das emissões globais de gases com efeito de estufa, e os retalhistas podem influenciar significativamente este impacto através da oferta e promoção de alimentos, sobretudo de origem vegetal.
O estudo analisou 27 grandes cadeias em oito países europeus, avaliando o alinhamento dos seus planos climáticos com o Acordo de Paris e os esforços para reduzir a dependência de proteína animal nas vendas. Quanto maior a transparência e a ambição das metas, melhor a classificação.
Os supermercados da Alemanha e dos Países Baixos destacaram-se como os mais comprometidos com a transição para dietas mais sustentáveis. A Lidl nos Países Baixos lidera o ranking, seguida da Lidl na Polónia e da Albert Heijn. No extremo oposto surgem a E.Leclerc em França, a Coop na Suécia e a Aldi Nord na Alemanha.
Apesar de dois terços das cadeias reconhecerem o seu papel na mudança alimentar, apenas cinco supermercados conseguiram reduzir emissões desde que começaram a reportar dados. Especialistas alertam que, sem uma aposta clara em alimentos de origem vegetal, os retalhistas dificilmente alcançarão metas de neutralidade carbónica.