A Ucrânia e vários aliados europeus criticaram Vladimir Putin por aparentar interesse num acordo de paz enquanto intensifica as ofensivas no terreno. A reação surge depois de uma reunião de cinco horas no Kremlin com os emissários de Donald Trump — Steve Witkoff e Jared Kushner — que terminou sem avanços concretos.
O ministro ucraniano Andrii Sybiha acusou Putin de “fazer o mundo perder tempo”, enquanto a chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, apelou ao fim das ameaças e da violência. Também ministros da Estónia e da Finlândia disseram não ver sinais de concessões por parte de Moscovo, defendendo um cessar-fogo completo como primeiro passo.
Apesar de o Kremlin ter classificado as conversações como “positivas”, não divulgou resultados. Trump afirmou, no entanto, que os seus enviados regressaram convencidos de que Putin pretende chegar a um acordo.
Antes de nova reunião com o principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, Zelenskyy afirmou que existe “uma oportunidade real” de pôr fim ao conflito, desde que haja pressão diplomática consistente sobre Moscovo.
Entretanto, os países europeus da NATO reforçam o apoio militar à Ucrânia, com novos compromissos de Canadá, Alemanha, Polónia e Países Baixos.
A postura dos EUA mudou sob a administração Trump, que não tem aprovado doações diretas de armas, preferindo vendas a Kiev ou intermediadas por aliados.