Os salários reais na Europa deverão crescer ligeiramente mais em 2026 do que em 2025, segundo previsões citadas pelo Banco Central Europeu e pelo relatório Salary Trends 2025-26 da Employment Conditions Abroad (ECA). Após a forte erosão do poder de compra provocada pela inflação em 2022, os salários na zona euro recuperaram em grande medida, aproximando-se dos níveis anteriores ao choque inflacionista.
De acordo com o estudo, os salários reais aumentaram em 2025 na maioria dos países europeus e a tendência deverá manter-se no próximo ano. Em 2026, o crescimento mediano é estimado em 1,7%, acima dos 1,4% previstos para 2025, com apenas a Roménia a registar nova queda. A Turquia deverá voltar a destacar-se, com a maior subida real, impulsionada por aumentos nominais elevados, apesar de continuar penalizada por uma inflação muito alta.
Os países da Europa Oriental, como Hungria, Polónia, Chéquia e Bulgária, deverão superar a média europeia, beneficiando de maior dinamismo económico e ganhos de produtividade. Entre as grandes economias, França e Alemanha apresentam aumentos moderados, enquanto Itália e Reino Unido ficam ligeiramente atrás, sobretudo devido a níveis de inflação mais elevados.
O relatório conclui que, apesar da melhoria geral, as maiores economias da Europa Ocidental continuam limitadas por fraco crescimento da produtividade, restrições orçamentais e maior cautela das empresas em compromissos salariais de longo prazo.