A transformação das indústrias de uso intensivo de energia é essencial para reduzir ainda mais as emissões de gases com efeito de estufa e a poluição atmosférica na Europa, segundo um novo relatório da Agência Europeia do Ambiente, divulgado esta terça-feira.
Apesar de as emissões destes sectores terem diminuído cerca de 42% nas últimas duas décadas, o progresso abrandou recentemente e os custos da poluição continuam elevados, atingindo cerca de 73 mil milhões de euros por ano.
As indústrias de ferro e aço, cimento, alumínio, produtos químicos, vidro e papel representam cerca de 27% das emissões industriais de gases com efeito de estufa da União Europeia e mais de 60% do consumo energético da indústria transformadora. Embora tenham sido registadas reduções significativas de poluentes como dioxinas, níquel e óxidos de azoto, a crise energética e os elevados custos da electricidade continuam a afectar a competitividade destas actividades.
O relatório sublinha que novas reduções dependem da plena aplicação da legislação ambiental europeia e de mudanças estruturais mais profundas nos processos industriais. Entre as principais soluções apontadas estão a electrificação, o uso de matérias-primas alternativas e o reforço da economia circular, medidas que podem reduzir simultaneamente as emissões, a poluição e a dependência de recursos.
Segundo a Agência Europeia do Ambiente, uma transformação industrial bem orientada poderá trazer benefícios significativos para o clima, a saúde pública e a economia. O organismo defende uma abordagem integrada que apoie investimentos sustentáveis, promova tecnologias limpas e reforce a competitividade da Europa num contexto global cada vez mais exigente.