As autoridades francesas abriram uma investigação criminal à plataforma X (antigo Twitter), por suspeitas de manipulação algorítmica e extração fraudulenta de dados, com possíveis implicações em processos eleitorais.
O inquérito, iniciado a 11 de julho, surge após denúncias feitas no início do ano e aponta para a atuação da empresa como parte de um “grupo organizado”.
O governo francês exigiu acesso ao algoritmo de recomendação e a dados em tempo real da rede social, para análise por peritos independentes.
A plataforma, propriedade de Elon Musk, recusou colaborar, classificando o processo como “politicamente motivado” e criticando a escolha dos especialistas envolvidos, que considera tendenciosos. Em comunicado, o X rejeita as acusações de interferência e defende que a investigação viola os seus direitos legais e a privacidade dos utilizadores.
O caso agrava a tensão entre a empresa e o Estado francês, num debate mais amplo sobre transparência algorítmica, soberania digital e regulação das plataformas tecnológicas.