A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, confirmou que será candidata às eleições presidenciais de 2027, apesar de ter sido condenada por desvio de fundos do Parlamento Europeu. O Tribunal de Recurso de Paris manteve a condenação a três anos de prisão, dos quais dois com pena suspensa e um ano sob vigilância eletrónica, mas reduziu o período de inelegibilidade, permitindo-lhe manter aberta a possibilidade de disputar a Presidência.
Após a decisão, Le Pen afirmou que continuará a recorrer aos tribunais para provar a sua inocência e anunciou que levará o caso ao Tribunal de Cassação, a mais alta instância judicial francesa. A dirigente declarou que já não existe qualquer cenário que a impeça de concorrer em 2027 e mostrou-se confiante de que conseguirá reverter as restantes medidas impostas pela Justiça.
A condenação está relacionada com a utilização indevida de verbas do Parlamento Europeu para pagar funcionários do partido Reagrupamento Nacional entre 2004 e 2016. Caso seja eleita presidente, Le Pen anunciou que pretende nomear Jordan Bardella para o cargo de primeiro-ministro. As sondagens continuam a colocar ambos entre os favoritos para as próximas eleições presidenciais em França.