O Museu do Louvre começou a aplicar preços diferenciados, aumentando em cerca de 45% o valor do bilhete para visitantes de fora da União Europeia. A entrada passou de 22 para 32 euros para não europeus, no âmbito de uma política nacional que também abrange outros grandes monumentos franceses, como o Palácio de Versalhes e a Sainte-Chapelle.
A medida visa reforçar as finanças do museu, após greves, problemas de sobrelotação e custos acrescidos de funcionamento. O aumento aplica-se a visitantes individuais de países fora da UE, Islândia, Liechtenstein e Noruega, enquanto os grupos acompanhados por guia pagarão 28 euros.
A decisão gerou forte contestação sindical, com a CGT Culture a acusar o Louvre de pôr em causa a sua missão universal e de transformar o acesso à cultura num produto comercial. Também alguns visitantes criticaram a lógica da medida, defendendo que a cultura deveria ter o mesmo preço para todos.
O Louvre sublinha que não está sozinho: preços diferenciados já existem em vários países e cidades turísticas, como Veneza, Roma, parques naturais no Quénia, o Taj Mahal na Índia ou parques nacionais nos Estados Unidos. As autoridades defendem estas políticas como forma de gerir o turismo e proteger o património, embora continuem a gerar polémica quanto à equidade no acesso à cultura.