O roubo de joias da Coroa francesa avaliadas em cerca de 100 milhões de dólares no Museu do Louvre resultou de “falhas sistémicas” e de uma “negação dos riscos”, segundo a comissão parlamentar de inquérito que investiga o caso.
Após 70 audições, os deputados Alexandre Portier e Alexis Corbière apontaram uma “cadeia de disfunções” na gestão do museu, classificando a instituição como um “Estado dentro do Estado”. A pressão aumenta sobre a diretora Laurence des Cars, cuja demissão chegou a ser apresentada após o assalto de 19 de outubro, mas foi recusada pelo presidente Emmanuel Macron.
A comissão deverá ouvir a ministra da Cultura, Rachida Dati, e apresentar conclusões em maio.
Quatro suspeitos estão detidos, incluindo dois presumíveis autores do crime, mas as oito peças roubadas — avaliadas em quase 88 milhões de euros — continuam desaparecidas.