O primeiro-ministro cessante da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições legislativas, classificando o resultado como “de partir o coração”.
Num discurso curto e mais contido do que o habitual, em Budapeste, Orbán admitiu que os eleitores não lhe confiaram um novo mandato, apesar de o seu partido ter reunido cerca de 2,5 milhões de votos.
Após 16 anos no poder, o líder húngaro dará lugar a Péter Magyar, antigo aliado que fez campanha contra a corrupção e prometeu melhorar áreas como saúde e transportes, além de reaproximar o país da União Europeia e da NATO.
Orbán garantiu, no entanto, que não abandonará a política e que passará a liderar a oposição, prometendo continuar a defender os seus apoiantes.
A eleição registou uma participação recorde de cerca de 80%, refletindo a elevada mobilização dos eleitores num momento político decisivo para o país.