A inflação na zona euro desacelerou para 1,7% em janeiro, o nível mais baixo desde setembro de 2024, ficando abaixo da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE). A inflação subjacente, que exclui energia e alimentos, recuou para 2,2%, impulsionada principalmente pela queda nos preços da energia.
Entre as maiores economias, França registou a menor inflação anual, de 0,4%, enquanto a Eslováquia marcou 4,2%. Economistas alertam que a desinflacionação reflete a fraqueza da procura, não apenas preços mais baixos, e que a recuperação do consumo deve ser gradual.
Diante deste cenário, o BCE deverá manter as taxas de juro inalteradas na primeira reunião do ano, mantendo a atual política monetária. Apesar de dados abaixo da meta, a inflação subjacente continua persistente, e o fortalecimento do euro reduz preços de importações, afetando a competitividade das exportações.
Os mercados reagiram de forma contida: o euro permaneceu em torno de 1,18 dólares e os rendimentos dos Bunds alemães pouco mudaram. Analistas esperam que cortes adicionais nas taxas, se houver, ocorram apenas mais à frente, possivelmente em março, seguidos de uma pausa prolongada na política monetária.