Trabalhadores portuários em França e Itália bloquearam, esta semana, o envio de contentores com componentes militares com destino a Israel, numa ação de protesto contra a ofensiva israelita na Faixa de Gaza. O movimento, iniciado no porto francês de Marselha-Fos, já contou com a recusa de carregar três contentores com peças de armamento fabricadas pela empresa Eurolinks, sediada em Marselha.
O sindicato CGT dos estivadores justificou a decisão afirmando que não quer ser cúmplice do que descreve como “massacres e genocídio perpetrados pelo governo israelita”.
A ação prossegue esta sexta-feira com a adesão de trabalhadores portuários em Génova, Itália, que anunciaram um bloqueio semelhante no porto às 15h.
O Ministério francês das Forças Armadas esclareceu que os componentes militares em questão destinam-se a ser montados em Israel e, posteriormente, reexportados na totalidade para França e países aliados. Apesar disso, os protestos ganharam apoio político, com figuras da esquerda francesa, como Olivier Faure (PS) e Jean-Luc Mélenchon (LFI), a defenderem um embargo total à exportação de armamento para Israel.
A iniciativa é vista pelos sindicatos como parte de um esforço mais amplo para combater o comércio de armas nos portos europeus.
Para os estivadores envolvidos, a ação é um imperativo moral num contexto de escalada do conflito no Médio Oriente.