Um grande deslizamento de terras em Niscemi, Sicília, obrigou à evacuação de mais de 1.500 pessoas e mantém a população em alerta, à medida que o solo continua instável. O governo italiano pediu apoio financeiro da União Europeia para reconstruir as áreas afetadas e minimizar os danos.
O deslizamento envolve cerca de 350 milhões de metros cúbicos de terra, superando em quase 50% o volume do desastre de Vajont, em 1963, que matou 1.910 pessoas. Em resposta à emergência, o governo suspendeu o pagamento de impostos e hipotecas para famílias e empresas da região. O Exército e os Carabinieri foram mobilizados para restaurar acessos, garantir segurança e prevenir saques.
O governo planeja recorrer ao Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE), que financia Estados-membros afetados por catástrofes naturais e emergências sanitárias. A Comissão Europeia já garantiu suporte para a reconstrução, oferecendo orientação sobre a melhor forma de aplicar os recursos e agilizar a ajuda às comunidades afetadas.
Este episódio reforça a vulnerabilidade da região a desastres naturais e lembra tragédias históricas. Itália já havia recorrido ao FSUE em situações similares, como as inundações de Emilia-Romagna em 2023 e os terremotos de 2016 e 2017 no centro do país.