Um tribunal de recurso de Paris anunciou que a decisão sobre o caso de fraude envolvendo a líder de extrema-direita francesa, Marine Le Pen, será conhecida a 7 de julho. A política de 57 anos foi condenada no ano passado a cinco anos de inelegibilidade devido a um esquema de empregos fictícios no Parlamento Europeu, no qual o seu partido, o Rassemblement National (RN), desviou 2,9 milhões de euros de fundos da UE.
Se a decisão for mantida, Le Pen não poderá concorrer às eleições presidenciais de 2027, deixando a porta aberta para o seu braço direito, Jordan Bardella, de 30 anos, liderar a candidatura do partido.
Durante o julgamento, os procuradores acusaram Le Pen de apropriação deliberada de fundos públicos, descrevendo o esquema como um “dinheiro desviado gota a gota até formar um rio”. Pediram a manutenção da inelegibilidade e uma pena de prisão domiciliária com monitoramento eletrónico.
Le Pen reconheceu que alguns assessores pagos com fundos da UE trabalhavam para o partido, mas insistiu que acreditava ser permitido e negou ter tentado esconder qualquer irregularidade. O advogado do RN referiu que a situação envolvia uma “área cinzenta” e que o partido agiu de boa-fé.