Os líderes europeus reforçaram este domingo o apoio à Ucrânia, numa videoconferência com Volodymyr Zelenskyy e Ursula von der Leyen, antes da cimeira de Washington com Donald Trump. A reunião serviu para alinhar posições e reafirmar a necessidade de uma frente unida contra a Rússia.
O presidente francês, Emmanuel Macron, alertou que “mostrar fraqueza perante Moscovo” abriria caminho a novos conflitos, defendendo uma paz sólida e o respeito pela integridade territorial ucraniana. Por seu lado, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também frisou que apenas Kiev pode decidir sobre o seu território.
O presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro checo, Petr Fiala, sublinharam a importância de garantias de segurança firmes, apoiadas pelos EUA e pela Europa. Já o ministro alemão Johann Wadephul afirmou que a Alemanha assume papel de liderança e que Zelenskyy “não estará sozinho” nas negociações.
Em paralelo, o enviado norte-americano Steve Witkoff revelou que Vladimir Putin deu sinais de maior flexibilidade, admitindo um eventual acordo que ofereça à Ucrânia garantias de segurança semelhantes ao artigo 5.º da NATO — uma mudança considerada significativa na posição russa.