O Luxemburgo bloqueou a adoção de sanções da União Europeia (UE) contra o Ruanda, adiando uma decisão que conta com o apoio da maioria dos Estados-membros.
Em resposta, a UE suspendeu as consultas de defesa com o governo ruandês e avalia a revisão de acordos relacionados com matérias-primas.
A iniciativa surge no meio de alegações de que o Ruanda estaria a apoiar o grupo rebelde M23 na República Democrática do Congo (RDC).
O Parlamento Europeu já tinha recomendado a suspensão de acordos de cooperação, incluindo assistência militar e de segurança, até que o país cessasse qualquer ingerência no conflito congolês.
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, sublinhou a gravidade da situação e reforçou a necessidade de soluções diplomáticas para garantir a paz na região.
Estas medidas aumentam a pressão internacional sobre o Ruanda, exigindo um compromisso com a estabilidade na RDC e o fim de qualquer apoio a grupos armados.