Na cimeira que decorre em Haia, os líderes da NATO discutem uma meta ambiciosa para elevar as despesas de defesa dos países-membros para 5% do Produto Interno Bruto até 2035, um aumento significativo face à maioria dos aliados, que atualmente investem menos de 3%.
Deste total, 3,5% seriam destinados a despesas essenciais de defesa, como armamento, tropas e equipamento, enquanto 1,5% seriam aplicados em investimentos relacionados com defesa e segurança, incluindo infraestruturas civis, cibersegurança e proteção de redes energéticas.
No entanto, a componente dos 1,5% levanta dúvidas devido à sua definição vaga, podendo abrir espaço para interpretações nacionais variadas e práticas contabilísticas pouco transparentes, o que pode prejudicar a confiança e a cooperação dentro da aliança.
Além disso, o objetivo poderá não ser vinculativo. Uma carta enviada ao primeiro-ministro espanhol indica que os países terão flexibilidade para cumprir os objetivos de capacidade da NATO mesmo sem atingir os 5% do PIB. Espanha, que gasta atualmente cerca de 1,28% do PIB em defesa, expressou preocupações sobre o impacto económico do aumento.
Está prevista uma revisão do progresso das despesas em 2029, para garantir que os países seguem a trajetória para alcançar a meta até 2035. Este debate ocorre num contexto de crescente preocupação com a segurança europeia, especialmente devido às ameaças da Rússia.