O Parlamento Europeu vai debater a atribuição de fundos europeus à Hungria no âmbito do programa de defesa SAFE, receando que o primeiro-ministro Viktor Orbán possa utilizar o dinheiro para fins eleitorais antes das legislativas de abril.
Em causa está um pedido húngaro de cerca de (17,4 mil milhões de euros), o que faria da Hungria o terceiro maior beneficiário do mecanismo, apesar de grande parte dos fundos regulares da UE ao país continuarem suspensos devido a problemas relacionados com o Estado de direito e riscos de corrupção.
O programa SAFE, com um valor total de (150 mil milhões de euros), destina-se a apoiar os Estados-Membros na aquisição de equipamento militar, num contexto de reforço das defesas europeias face às ameaças russas e à incerteza do apoio dos Estados Unidos.
A iniciativa do debate partiu dos Verdes, mas conta com apoio transversal no Parlamento. Os eurodeputados críticos defendem que qualquer financiamento deve estar sujeito a salvaguardas rigorosas, alertando para o risco de instrumentalização política dos fundos.
Embora a Comissão Europeia admita aplicar condições semelhantes às já existentes para outros financiamentos, um adiantamento inicial poderá ser concedido sem exigências. Caso o Conselho da UE aprove o pedido, o primeiro desembolso poderá ocorrer ainda no primeiro trimestre do ano, pouco antes das eleições na Hungria, o que tem gerado forte contestação entre vários eurodeputados.