O Reino Unido e a União Europeia definiram metas ambiciosas para a plantação de árvores como forma de cumprir os objetivos climáticos, mas o progresso alcançado é insuficiente, alertam especialistas.
No Reino Unido, análises recentes indicam que o país corre o risco de falhar a “janela crítica” para plantar árvores que possam remover carbono a tempo de contribuir para a neutralidade climática até 2050, uma vez que a maior parte do sequestro de carbono dependerá das árvores plantadas nos próximos cinco anos.
Na União Europeia, o objetivo de plantar três mil milhões de árvores até 2030 também está longe de ser atingido, com menos de 40 milhões plantadas até agora.
Apesar de reconhecerem que as árvores são essenciais para reduzir emissões, prevenir cheias, reforçar a biodiversidade e mitigar os efeitos do calor extremo, cientistas e organizações ambientais alertam que, sem acelerar significativamente o ritmo de plantação e o investimento, a oportunidade de usar as florestas como aliadas no combate às alterações climáticas poderá perder-se.