Ursula von der Leyen resistiu a uma moção de censura no Parlamento Europeu, com 360 eurodeputados a votarem contra, 175 a favor e 18 abstenções. A moção, apresentada por partidos de extrema-direita, ficou muito aquém da maioria qualificada necessária para destituir a presidente da Comissão Europeia.
A maioria dos votos contra veio do Partido Popular Europeu (PPE), dos Socialistas e Democratas (S&D), dos liberais do Renew Europe e dos Verdes. Já os votos a favor partiram sobretudo dos Patriotas pela Europa, do grupo Europa das Nações Soberanas, de parte dos Conservadores e Reformistas Europeus (ECR), de alguns não-inscritos e de membros da Esquerda.
Apesar de ter sobrevivido politicamente, a votação mostra sinais de fragilidade na liderança de von der Leyen e levanta questões sobre a solidez do apoio parlamentar à sua agenda.
O grupo dos Socialistas e Democratas, por exemplo, condiciona o seu apoio a garantias no próximo orçamento de longo prazo da UE, cuja proposta será apresentada em breve pela Comissão.
Esta foi a primeira moção de censura contra a Comissão Europeia em mais de dez anos.