A inflação em Portugal abrandou em 2025, com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) a registar uma subida média de 2,3%, menos 0,1 pontos percentuais do que em 2024, confirmou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar da desaceleração global, os preços dos alimentos foram o principal fator de pressão ao longo do ano.
O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), utilizado pelo Banco Central Europeu e nas comparações internacionais, fixou-se em 2,2% em 2025, uma descida significativa face aos 2,7% registados no ano anterior e 0,2 pontos abaixo da estimativa preliminar divulgada pelo INE.
A evolução da inflação foi influenciada sobretudo pelo comportamento dos produtos energéticos, que passaram de uma subida média de 3,2% em 2024 para uma variação negativa de 0,2% em 2025. Também a inflação subjacente, que exclui produtos mais voláteis como energia e alimentos não transformados, desacelerou para 2,2%, depois de ter sido de 2,5% no ano anterior.
Em contraciclo, os alimentos não transformados registaram uma subida expressiva de 4,8%, acima dos 1,6% de 2024, tornando-se o maior contributo para a inflação média anual. Já os preços dos bens aumentaram 1,1% e os dos serviços 4,0%, ambos ligeiramente abaixo dos valores registados no ano anterior.