Os países da União Europeia aumentaram as suas despesas sociais em 2024, num total que atingiu quase 5 biliões de euros — cerca de 27% do PIB do bloco, segundo o Eurostat. Mas a generosidade varia muito entre Estados-membros.
Finlândia, França e Áustria lideram as despesas, dedicando cerca de 32% do PIB a pensões, saúde, habitação, desemprego e apoio à incapacidade. No outro extremo, a Irlanda investe apenas 12%, um valor influenciado pela sua população mais jovem e por um PIB artificialmente elevado devido à presença de multinacionais.
As pensões são a maior fatia da despesa social (2 biliões de euros). A Áustria, Itália e Finlândia são os países que proporcionalmente mais gastam neste setor. Na saúde, a Alemanha está no topo (9,9% do PIB), enquanto França lidera no apoio ao desemprego. A Finlândia é também o país que mais investe em habitação social.
Apesar das diferenças, todos os Estados-membros aumentaram o investimento social. A Estónia registou o maior salto (quase +20%), muito impulsionado pela inflação e pela indexação das pensões. Já a Alemanha teve um crescimento mais moderado, condicionado pelos custos da receção de refugiados e pelo abrandamento económico.
Para muitos europeus, porém, o reforço das políticas sociais continua insuficiente: segundo um Eurobarómetro de 2025, 40% dos cidadãos — sobretudo nas cidades — consideram a habitação acessível o problema mais urgente na UE.